Histórico, Justificativas e Objetivos

    Tem a sua origem no GERF, Grupo de Estudos e Reflexão sobre o Ensino de Filosofia, formado por professores da disciplina, no ano de 1993, em Porto Alegre, para pesquisar e debater as lacunas da ausência da obrigatoriedade do ensino de Filosofia e Sociologia nas escolas públicas de ensino médio.

    Primeiramente, a justificativa é a de promover a integração de professores de Filosofia com a finalidade de permutar vivências, buscar a valorização profissional e pensar o ensino da disciplina através de uma reflexão em grupo, viabilizando a vitalização do saber filosófico e aprimoramento da docência.

    A partir do ano 2000, com os debates no Salão de Permutas de Vivências Pedagógicas em Filosofia, no Memorial da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, foi criado o PENSARE, sem abrir mão das questões pertinentes ao ensino de Filosofia, ampliando a sua área de atuação para a temática da educação, cultura e humanidades.

    Com o retorno da disciplina de Filosofia aos currículos com força de lei, atualizam-se posições tocantes à qualificação dos professores da matéria, apoiando a iniciativa de colegas na Associação dos Licenciados em Filosofia como uma articulação importante para a realização de melhores condições do trabalho em Educação e Filosofia.

    Considerando que é necessário:


    1. oportunizar o prazer da leitura e a vivência com os acervos filosóficos, históricos e culturais, herança dos conhecimentos acumulados pela espécie humana;

    2. preencher as lacunas em Humanidades no que se refere aos conhecimentos da temática filosófica incluindo grandes parcelas da população egressa da escola pública que ainda desconhece ou mistifica os cultivos de conceitos.

    3. valorizar o interesse demonstrado por colegas professores, sindicalistas, alunos e comunidade como um todo, em torno da leitura, interpretação e debate de textos sobre questões humanísticas - não necessariamente contempladas na escola.

    4. compreender que a escola não consegue abarcar todo o fluxo das informações e conhecimentos, que as cidades incluem uma trama de valores cognitivos e pedagógicos devendo ser ocupada e fazer sentido para o exercício pleno da cidadania, já que não existe desenvolvimento econômico sem desenvolvimento educacional e humano.

    Acreditando:

  • na importância do ser humano, inclusive enquanto sujeito histórico e político, que passa a dizer sua palavra, deixando de ser repetidor e apropriando-se efetivamente de conhecimento, resignificando e criando os seus espaços na valorização da interação, dialógica, entre os diversos saberes, debatendo criticamente sua inserção no plano existencial.

  • que é possível - ao oportunizar a participação de professores dos diversos graus de ensino, de jovens e de adultos em torno da leitura em atividades, culturais, "curriculares" ou não - contribuir decisivamente para o cultivo de valores e de atitudes solidárias.

    Justifica-se o trabalho do PENSARE, segundo o qual o Educador deve estar em sintonia com os demais setores da sociedade e compreedendo os anseios e as necessidades dos alunos. Pensando tradicionalmente as cidades como espaços de aprendizagem, a filosofia traz sua contribuição para a transmutação da educação em uma tarefa gratificiante e que não deve ser restringida à escola, posto que necessita cada vez mais ser aprofundada e integrada com os demais partícipes do nosso processo formativo. Tais são os nossos objetivos, que almejamos transpirarem nos gestos e termos de nossas ações.